Agenda do deputado
Atuação como vereador
Biografia
Galeria de fotos
Comissões
Jurídico
Pronunciamentos
Proposições
Artigos e palestras
Boletins
Entrevistas
Notícias
Rádio Cardozo
TV Cardozo
 
11.12.2007
  "A eleição de Tatto foi a negação do que defendemos para o PT"
 

Os mais de 57 mil votos que o deputado federal José Eduardo Cardozo obteve na eleição para presidente nacional do PT não foram suficientes para levá-lo ao segundo turno, mas valem ouro para os dois candidatos que disputam o cargo no próximo domingo. Determinado a cumprir a decisão de sua chapa de não declarar apoio a Ricardo Berzoini ou Jilmar Tatto, o candidato derrotado, no entanto, não poupa críticas ao último na entrevista que concedeu a ZH.

Zero Hora - O senhor já tem candidato para a eleição do PT do próximo domingo?

José Eduardo Cardozo - Até tenho, mas não vou declarar. A posição da chapa Mensagem ao Partido é de que nenhuma das candidaturas, nem a do Berzoini nem a do Tatto, representa a renovação que nós defendemos para o PT. Achamos que o Berzoini é a manutenção da atual situação. E o Tatto, embora seja de oposição, por toda a formação política da sua candidatura e o passado que seu grupo teve aqui em São Paulo, mostra que a situação não só não será renovada como será piorada.

ZH - Piorada por quê?

Cardozo - A gestão de São Paulo (Tatto presidiu o diretório municipal em 1995 e foi secretário dos Transportes durante o mandato de Marta Suplicy na prefeitura) mostrou um processo político muito perverso, com filiações em massa, ausência de uma gestão democrática efetiva. Portanto, a eleição dele em São Paulo foi a negação daquilo que nós defendemos para o nosso partido. Dentro dessa análise política decidimos que a nossa chapa não orientará nenhuma posição. Cada um dos nossos militantes votaria em quem quisesse. A única pessoa do grupo que não declararia seu voto seria eu.

ZH - O senhor ficou surpreso com a declaração de apoio do ministro Tarso Genro a Berzoini?

Cardozo - Não. Já conhecia a posição e achei muito coerente com a análise que ele faz. Ele acha que é indispensável que nós apoiemos o Berzoini não só pela estabilidade que o partido dá ao governo como também por ter setores do Campo Majoritário (antiga corrente de Berzoini, agora chamada de Construindo um Novo Brasil) que se aproximam de nós.

ZH - Pela sua resposta, dá para concluir que o senhor está mais para o lado do Berzoini?

Cardozo - Não não posso falar nada.

ZH - O senhor vota domingo?

Cardozo - Voto no domingo, não abro meu voto, mas voto a partir da análise que a chapa Mensagem faz.

ZH - O senhor concorreu com a bandeira do resgate da ética e foi derrotado. O que essa derrota significa?

Cardozo - Acredito que essa questão não morreu do ponto de vista partidário. Cabem às forças políticas que querem a mudança que continuem a atuar. Nós não podemos ignorar essa questão.

ZH - Qual é a sua expectativa em relação ao futuro do partido caso Ricardo Berzoini vença?

Cardozo - Sinceramente acho que não mudará nada. Muda um pouco a correlação de forças, mas do ponto de vista de uma proposta ao partido não há mudança.

ZH - E na hipótese de uma vitória do Tatto?

Cardozo - Não só não haverá mudança como podem piorar algumas situações, como nós pudemos ver na experiência de São Paulo. O grupo que defende a candidatura de Tatto tem uma forte presença no diretório municipal. Durante o governo Marta Suplicy, o PT inexistiu como partido, foi um partido atrelado às decisões executivas, optou por alianças com setores com os quais não deveríamos ter nos aliado. Uma coisa é o discurso que você faz durante a campanha, outra coisa é o histórico político dessas forças. E não consigo identificar que tipo de inovação essas forças podem trazer.

ZH - O senhor acreditava que pudesse ficar atrás de Jilmar Tatto? O potencial do adversário foi subestimado?

Cardozo - Não. Nós tivemos uma disputa voto a voto, desde o início eu achava isso e sabia que o perigo seria justamente em São Paulo, com filiações em massa e uma série de práticas discutíveis. Na nossa avaliação, o Ricardo Berzoini iria melhor em São Paulo, mas ele não foi bem. Esse fato deu um grande espaço eleitoral ao Jilmar Tatto, que nós não conseguimos preencher.

ZH - O senhor teve expressiva votação no Rio Grande do Sul. Para qual candidato acredita que seus votos no Estado migrarão?

Cardozo - Foi muito positiva a nossa campanha no Estado, conseguimos ter forças muito diferenciadas e que se uniram nas bandeiras que nós defendemos. Agora, é muito difícil avaliar para onde esses votos migrarão. Há posições bastante diferenciadas.

Larissa Magrisso

Jornal Zero Hora - RS
10/12/2007

  voltar
Brasília - Câmara Federal
Anexo IV - Gabinete 719 | CEP: 70160-900
Brasília - DF
fones: (61) 3215-5719 – fax: 3215-2719
São Paulo - Escritório Político
Rua Ministro Godói, 444 - Perdizes | CEP 05015-000
São Paulo - SP
fone: (11) 3675-7380